#08 | 360 milhas ao sul: Depois da serra – dia 2

O mais complexo em fotografar pessoas é conseguir transmitir através de imagem como o fotografado realmente é e o que sente naquele momento da vida.

A gente sabe, é só apontarem uma câmera para nós e já ficamos de um jeito diferente, mudamos a expressão, não é fácil fotografar nem ser fotografado em essência. Por isso, a fotografia é um exercício de paciência, é preciso observar, sentir e viver o que se quer fotografar de forma verdadeira e não superficial. Se você quer fotografar elefantes, você tem que entender de elefantes, o ritmo, as rotas, as épocas, a vida deles, o mesmo acontece com qualquer outra coisa ou ser. Acreditamos que só assim é possível criar fotografias realmente significativas.

Na viagem, não tínhamos a pretensão de fotografar ninguém em específico além de nós, aliás nada era uma obrigação. Mas em visita a um parente de terceiro grau conhecemos o pequeno Samuel de 4 aninhos, ele nos mostrou os brinquedos, a bicicleta e os bichinhos que ele tem, a sintonia foi tão bacana que depois de conversas e histórias começamos de uma forma tranquila a registrar o dia dele. Ter a oportunidade de fotografar crianças no nosso dia-a-dia é uma satisfação e nos sentimos honrados, porque não é preciso falar nada a uma criança, basta deixar ela ser criança que ela vai mostrar o mundo dela para você e aí cabe a você querer passar algum tempo por lá.

Vamos seguir viagem? Logo teremos o último post dessa série!

Quer ver o primeiro? É só clicar aqui e não esqueça de ver o teaser em vídeo também! 😉